O voto para presidente acompanha os votos para governador, Senado e deputados? 1º turno de 2026 (04/10), urna por urna. Cada candidato conta para um grupo, conforme a régua escolhida: o campo do partido (esquerda, centro, direita) ou a aliança presidencial (aliados de Lula, neutros, aliados de Flávio). Onde o voto para presidente fica acima ou abaixo do que os outros cargos indicam, o eleitorado daquela urna dividiu o voto.
O voto é secreto: não existe dado de como cada eleitor combinou os seus votos. O Registro Digital do Voto (RDV) que o TSE publica para cada urna guarda os votos de cada cargo em listas separadas e em ordem de número, sem ligação entre os cargos.
Por isso a análise compara urnas (em média ~240 votantes cada): se uma urna deu 60% à esquerda para presidente e 40% para governador, pelo menos 20% dos eleitores dali votaram em campos diferentes nos dois cargos, mas não dá para saber quais.
O mesmo gráfico da aba "Análise por campo", um por estado, para comparar. Em cada estado a previsão usa o padrão daquele estado (ajustado nas urnas dele): os pontos mostram o quanto o voto para presidente acompanha os outros 4 cargos ali. Quanto mais colados na linha tracejada, mais o voto para presidente segue os outros cargos. Roxo = presidente acima do previsto; verde = abaixo. Todos os gráficos usam a mesma escala (0 a 100%). Abaixo de cada gráfico, conclusões rápidas: onde a nuvem está na diagonal (estado mais ou menos favorável ao campo), quão comprida ela é (diferenças regionais), quão colada à diagonal (quanto os outros cargos explicam) e se os pontos acima e abaixo se equilibram. Por construção a diferença média é perto de zero; o que importa é o tamanho e o lado dos desvios.
Quanto é muito? Uma urna tem em média ~230 votos válidos, e o percentual de um campo oscila cerca de 3 p.p. só por acaso. Diferenças de até ±5 p.p. numa urna não indicam anomalia; a partir de ±10 p.p. fica difícil atribuir ao acaso. Em locais de votação (~1.000 votos) o acaso pesa ~1,5 p.p., e em municípios e estados, quase nada.
Encaixe: o selo de cada estado resume quanto os outros cargos explicam o voto para presidente (bom: 60% ou mais; moderado: 40% a 60%; fraco: menos de 40%). Com encaixe fraco, o padrão do estado não se aplica bem e os desvios não são anomalias. Pesos: os cargos andam juntos, e a regressão divide o crédito entre eles; peso negativo não quer dizer efeito contrário. Um cargo em que o grupo quase não teve votos fica fora do modelo.
Quanto é muito? Uma urna tem em média ~230 votos válidos, e o percentual de um campo oscila cerca de 3 p.p. só por acaso. Diferenças de até ±5 p.p. numa urna não indicam anomalia; a partir de ±10 p.p. fica difícil atribuir ao acaso. Em locais de votação (~1.000 votos) o acaso pesa ~1,5 p.p., e em municípios e estados, quase nada.